Vi-me logo em mim e afunilei pecados
Vi-me logo em ti de pálpebras quebradas
Pesadas pelo choro de amores passados
Passadas pelo assombro de virarem presente
Vi-me a sorrir em alturas marcadas
Vi-me mais por ti quando ainda era um nada
Vi-me a faltar óculos e eu já míope
A querer ver amor de perto e tu tão afastada
Nada nos meus poros grita o teu nome
Mas eu vou dizendo à Beta que ainda te adoro
Nada nos meus poros grita o teu nome
Mas terapia não me cura a solidão que encoro
Nada nos meus poros grita o teu nome
Mas vou virando prémios pela força do ódio
Nada nos meus poros grita o teu nome
Mas a minha voz encolhe tanto que não importa
Agora eu corro em círculos
A pesar como uma rocha que Sísifo carrega
Agora nem sons emito
Mas grito para a almofada na esperança que albergas
Agora já não sou vício
Sou a prova viva até que o amor envenena
Agora já sou adito
De uma esperança macabra de uma solidão velha
Nada nos meus poros grita o teu nome
Mas eu vou dizendo à Beta que ainda te adoro
Nada nos meus poros grita o teu nome
Mas terapia não me cura a solidão que encoro
Nada nos meus poros grita o teu nome
Mas vou virando prémios pela força do ódio
Nada nos meus poros grita o teu nome
Mas a minha voz encolhe tanto que não importa
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