Katia Guerreiro - Poema Da Malta Das Naus

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Lancei ao mar um madeiro Espetei-lhe um pau e um lençol Com palpite marinheiro Medi a altura do sol Com a mão esquerda benzi-me Com a direita esganei Mil vezes no chão, bati-me Outras mil me levantei Dormi no dorso das vagas Pasmei na orla das praias Arreneguei, roguei pragas Mordi pelouros e zagaias Tremi no escuro da selva Alambique de suores Estendi na areia e na relva Mulheres dе todas as cores Moldei as chaves do mundo A quе outros chamaram seu Mas quem mergulhou no fundo Do sonho, esse, fui eu O meu sabor é diferente Provo-me e saibo-me a sal Não se nasce impunemente Nas praias de Portugal
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