Napoleão Mira , Reflect - Santiago Maior

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Santiago Maior Na noite em que tu nasceste o velho Américo Faria Ofereceu-me um golfinho Era de vidro esse delfim Eu não cabia em mim, tal era o deslumbramento Celebrámos bebendo vinho, de uma garrafa de Casal Garcia Foi desmedida a alegria E uma imensa euforia, invadiu-me de repente o pensamento Naquela madrugada quente de verão, o calor do vento suão Trazia consigo a boa-nova E na hora anunciada, a tеrra alvoroçada, toda ela se renova Agora tu е eu somos um Navegamos no espaço que em nós perdura Somos pedaço de nervo comum Tu retrato e eu moldura Somos farinha do mesmo saco Carne do mesmo naco Rios que desaguam na mesma foz Somos o tempo que por nós passou O pão que o diabo amassou O sangue bastardo dos nossos avós Somos riso, somos pranto Alimentamo-nos de sonho e de espanto Artesãos da caneta e do cinzel Tu benzedura eu quebranto Sem provarmos assim, no entanto O gosto amargo do fel Somos a cara e a caraça Animais da mesma raça Filhos de um deus menor Somos o vento que nos abraça Duas gotas escorrendo na vidraça Somos Santiago Maior Somos pão, somos fermento Estrelas de um firmamento que nos ilumina o caminho Eu semente e tu flor, poema em forma de amor Palavras escritas em desalinho Somos pele, somos suor O lado errado da dor que nos tolda os sentidos Duas sombras na cidade Duas figuras sem idade Em busca dos passos perdidos Tu STK eu Ventura Uma espécie de doença sem cura Isto de vivermos em nós outros personagens São os olhos de quem procura, à noite numa rua escura Restos de nós flutuando noutras paragens São fantasmas, hologramas Risos sarcásticos de ciganas ecoando na nossa memória São facas, são gadanhas, são punhais Estilhaços de nós à deriva nos umbrais Esta é a nossa história Somos farinha do mesmo saco Carne do mesmo naco Rios que desaguam na mesma foz Somos o tempo que por nós passou O pão que o diabo amassou O sangue bastardo dos nossos avós Somos o riso e o pranto Alimentamo-nos de sonho e de espanto Artesãos da caneta ou do cinzel Tu benzedura eu quebranto Sem provarmos assim, no entanto O gosto amargo do fel Somos a cara e a caraça Animais da mesma raça Filhos de um deus menor Somos o vento que nos abraça Duas gotas escorrendo na vidraça Somos Santiago Maior
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