Paulo Barroso - Bancário

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Eu ainda não me acostumei A me vestir igual a um rei E a falar bem o português E, bem de manhã, terno e gravata E ver o dia se perder na conta exata O que me cabe o terminar antes da seis Os olhares firmes do gerente Caem sempre em minha mente Com forças maiores que o mar E eu, um tanto tolo e submisso Também pudera os compromissos Que todo mês, todo mês, todo mês Tenho que pagar Mas, mesmo assim, eu mе ofereço De corpo е alma por um preço Que talvez não valha a pena comentar Porém, com meus respeitos a boa vida Deixo a barba bem crescida Pra poder me suportar E numa das desventuras de serviço Da janela, ouço um samba e me atiço Penso até em comemorar Mas a bebida que eu bebia na minha mesa Foi trocada com tristeza Por papéis, por papéis, por papéis Para calcular Mas chega a noite, eu deixo tudo lá de lado Visto o meu blusão rasgado E vou pra rua me encontrar Talvez não passe de um sujeito mal portado Pois, enfim, sou convidado Da poesia, do samba e do luar
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