Num certo dia ele chegou do norte
Trouxe muitas crenças e veio pra um porão
Se dizia Luiz Cruz Alfredo
Natural de Balsas, lá do Maranhão
Guardava medo da cidade grande
Mas não tinha onde, como se arrumar
Falava em Deus e tinha trinta anos
Dois dos quais apenas deu pra estudar
Ele tentou de todo jeito a sorte
Mas não dava certo de jeito nenhum
A cada dia mais que trabalhava
Recebia o dobro em forma de jejum
Então ele pensou num meio
De ganhar a vida e ter mais condição
Se inscreveu como fora de série
Num dos tais programas de televisão
Após dois dias já se anunciava
De diversas formas a grande atração
Assistam todos ao homem que voa
É Luiz Alfredo o homem avião
O homem avião na televisão
O homem avião é Luiz Alfredo na televisão, é
Na televisão, na televisão, na televisão
Mas Luiz, coitado, quase se matou
Se arrebentou, se arrebentou
Quebrou dois braços
Mas Luiz, coitado, quase se matou
Se arrebentou, se arrebentou
Quebrou dois braços
Depois da violência Luiz não pode mais
Buscou a morte de um oitavo andar
Mas ele não morreu
Pois permaneceu na força do ar
Mas ele não morreu
Inda posso vê-lo entre o céu e o mar
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